A semente tem que morrer

Uma verdade importante sobre a Lei da Semeadura e Ceifa, e que também precisa ser entendida, é que a semente só frutifica se vier a morrer. O Senhor Jesus declarou isto:

“Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto” (João 12.24)

A lição que extraímos deste paralelo entre o reino natural e o reino espiritual é que não ofertamos para recebermos, e sim, pelo propósito da entrega em si. Além de honrarmos ao Senhor, ainda estaremos suprindo as necessidades do Reino de Deus e de outras pessoas. Quando ofertamos, estamos lançando uma semente que trará uma colheita. E devemos semear com a consciência de que isto produzirá frutos, mas não podemos lançar a semente só pensando na colheita!

O desejo de abençoar nos faz abrir mão de algo que liberamos em favor do Reino de Deus ou de alguém. Esta atitude de abrirmos mão é o momento em que a semente “morre” para nós e poderá frutificar.

Uma atitude egoísta e interesseira pode impedir que a semente germine. Fazer o bem pensando em nós mesmos não é fazermos o bem de verdade, mas é usarmos do benefício como um trampolim apenas para alcançarmos a bênção! Esta é a mesma filosofia apregoada pelos espíritas. Eles fazem o bem para melhorarem o seu carma. Ou, como dizia o meu pai, eles fazem caridade passando um recibo. Mas, as Escrituras Sagradas nos ensinam a fazermos o bem sem esperarmos nada em troca:

“Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles. Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam. Se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, qual é a vossa recompensa? Até os pecadores fazem isso. E, se emprestais àqueles de quem esperais receber, qual é a vossa recompensa? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus” (Lucas 6.31-35).

É logo depois desta afirmação, que devemos fazer o bem sem esperarmos nenhum pagamento ou retribuição, que Jesus diz que se dermos, receberemos de volta.

“Deem, e lhes será dado: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem também será usada para medir vocês” (Lucas 6.38 – NVI).

Logo, não podemos negar o ensino bíblico e as promessas divinas de que todo aquele que dá recebe de volta. Mas também não podemos dar somente com a intenção de recebermos, pois aí estaríamos anulando a Lei da Colheita, pois a semente plantada, que não morre, não germina. É uma semente desperdiçada!

Tudo o que não é movido por fé e amor, em essência é pecado. Não é errado pregarmos e dizermos ao povo que, quando dão a Deus, eles recebem de volta, porque certamente este princípio é verdadeiro. Mas precisamos motivá-los a dar por amor e honra ao Senhor, bem como por misericórdia e compaixão pelos seus irmãos. Se as nossas ofertas não expressarem honra, o Senhor também não nos honrará. Ao ofertarmos por amor, e não por interesse, permitimos que a semente morra para nós. É aí que o processo de germinação ocorre e faz com que a colheita venha a seu tempo.

A oferta de Ananias e Safira não foi considerada uma semeadura que trouxe uma boa colheita, nem tampouco a oferta de Caim, lá no início da história da humanidade, porque ofertar com a motivação errada rouba de nós os benefícios prometidos por Deus.

A Palavra de Deus diz que Ele ama ao que dá com alegria, ao que se compraz no ato de dar.

Categorias: Artigo

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